Pele desidratada
Pele desidratada: devolver-lhe conforto e beleza
Não alterou qualquer dos seus hábitos, mas a sua pele parece não ter elasticidade e não sente conforto? Mais sensível, de aspecto mais áspero, parece que apresenta fendas? A sua pele tem falta de água! Nada de muito surpreendente, é sem dúvida o problema mais frequente. Todas as pessoas são afectadas, homens ou mulheres, tanto aos 30 como aos 60 anos, quer tenha uma tez diáfana ou mediterrânica. Se o problema é assim tão frequente, pelo contrário, a hidratação do rosto, é O gesto de beleza universal! Aquele que confere à pele o aspecto aveludado, leveza e uma tez luminosa. Uma sorte! Na condição de saber as bases correctas.1 – Não é apenas uma questão de água.
A desidratação não é apenas uma questão de água! O mecanismo em jogo é mais subtil e baseia-se na alteração do filme protector da pele. Com uma natureza hidrolipídica (água e gordura misturadas), trata-se de uma espécie de rede à superfície da pele que impede a evaporação da água com o simples contacto com o ar. Sempre que esta estrutura se apresenta desorganizada, as junções que mantêm as células unidas perdem também eficácia… Aberta esta brecha, a água armazenada na epiderme tem tendência a evaporar-se. Resultado: sensação de repuxar, tez mais baça e rídulas finas que se podem mesmo tornar visíveis ao nível do contorno dos olhos, onde a pele é mais fina.A solução? É dupla: diminuir o défice de água e reconstituir esta barreira protectora.
2 – Desconfie sempre da climatização, do aquecimento, do vento…
A água é um elemento constituinte da pele. Mas, paralelamente, este “capital água » não é fixo e varia (muito), influenciado pelo meio-ambiente e pela higiene de vida (alimentação, cosméticos, duches repetidos…). O grau de humidade do ar, por si só, desempenha um papel importante. Isto explica por que razão a nossa pele não está tão suave nem tão hidratada quando estamos na rua em pleno Verão, em gabinetes sobreaquecidos no Inverno ou a milhares de metros de altitude, sentados no avião. Infelizmente, não é o único responsável, as rajadas de vento, a poluição atmosférica ou mesmo os raios UV emitidos pelo sol, também estes submetem a pele a agressões contínuas. E, dado que o filme hidrolipídico à superfície da pele está desestabilizado, a epiderme deixa escapar mais água do que deveria… criando a sensação de desconforto e de repuxar.De tudo isto, resulta a importância de se proteger destes elementos climáticos e também de utilizar um creme hidratante adaptado, o único capaz de reconstituir a barreira hidrolipídica natural.
3 – Optar por boas escolhas de produtos cosméticos
Se, por vezes, os produtos parecem similares, nem todas as fórmulas são iguais. Certos ingredientes e certos hábitos podem fazer a diferença.- Abandone os sabonetes. Secam a pele e podem mesmo provocar irritações nas peles sensíveis. Privilegie as formas do tipo « syndet » com pH fisiológico e reforçados em componentes nutritivos, como o óleo de amêndoa doce ou a manteiga de karité.
- Demasiada higiene mata a higiene. Limpar demasiado a pele não vai proporcionar-lhe mais conforto e beleza. Pelo contrário, o excesso de higiene vai provocar o efeito inverso, agravando ainda mais a desidratação. Para comprovar esta situação, temos o exemplo das pessoas com distúrbios comportamentais, que lavam as mãos dez ou vinte vezes ao dia, e que são as que apresentam a pele mais seca e mais fragilizada.
- No que diz respeito à esfoliação, não abuse. Faça apenas uma vez por semana e suavemente. Abandone as luvas de crina que criam abrasão na pele do rosto.
- Nada de álcool nos seus produtos de cuidado. É o ingrediente para identificar e fugir dele imediatamente! Actua como um íman com as moléculas de água e provoca, automaticamente, a secura da zona onde esteve aplicado. Prefira produtos suaves, sem álcool e sem óleos essenciais para retirar a maquilhagem e limpar o rosto sem o agredir.
- Um (bom) produto hidratante deve conter componentes gordos que têm como função reconstituir o filme hidrolipídico, a camada protectora que garante a integridade da pele e a adequada hidratação. É o ingrediente incontornável : apenas a associação água + gordura é capaz de devolver a integridade a uma pele desidratada.
- Um serúm hidratante terá ainda resultados mais rápidos porque contém ingredientes activos específicos para penetrar mais em profundidade nas camadas superiores da epiderme. A sua textura muito fluida penetra rapidamente e está perfeitamente adaptada a todos os tipos de pele. Assim, é simultaneamente mais rápido e mais poderoso para reconstituir a integridade da barreira hidrolipídica e reparar o capital de água da pele. Utiliza-se ao longo do ano e é um excelente cuidado para recarregar a pele em função das suas necessidades (na “rentrée” quando a pele se apresenta sedenta ou durante o Verão, sob a protecção solar…)
- Na Primavera e no Verão, como a exposição ao sol é mais frequente, o seu creme hidratante deve conter protecção solar. Os UV (não filtrados), embora agradáveis porque aquecem a pele, possuem um efeito nefasto, o de desestabilizar o filme protector e acentuar a desidratação da pele.
4 – Respeitar o seu tipo de pele!
A pele pode estar sujeita a inflamação, ter tendência oleosa e ser luzidia ou ser, sistematicamente, um pouco seca com pequenas manchas vermelhas, etc…Qualquer que seja o seu caso, é essencial optar por um produto adaptado, sem o qual a situação irá de mal a pior. Aplicar um produto para uma pele oleosa numa pele seca vai torná-la ainda mais seca. Inversamente, um produto para pele seca aplicado numa pele mista acentua o seu brilho natural. As peles não têm todas as mesmas necessidades … com excepção de uma: estarem perfeitamente hidratadas. Um creme hidratante com uma textura suave será mais aconselhável para as peles mistas enquanto que um creme rico se adapta perfeitamente às peles secas.