1. Vermelhidão: normal ou patológica?
Ter o rosto vermelho depois de ter passado duas horas a praticar desporto é uma situação normal. Também acontece se apanhar um vendaval de manhã ou ingerir comida picante à hora do almoço. Mas, exceptuando estas manifestações da vida moderna, porque é que surgem no rosto as vermelhidões difusas, constrangedoras e inestéticas? A culpa é dos pequenos vasos sanguíneos que percorrem toda a superfície da pele. As teorias dos médicos variam entre uma anomalia da circulação do sangue (cora normalmente mas o efeito prolonga-se) ou uma hipersensibilidade vascular em que a pele reage por tudo e por nada! Nos dois casos, o sangue aflui ao rosto perante um contexto preciso e as vermelhidões, diversas, mais ou menos marcadas, mais ou menos repetidas prevalecem sobre a tez natural. O fenómeno é mesmo promovido pela presença de factores inflamatórios presentes no sangue que actuam localmente e acentuam as sensações de calor e a vermelhidão do rosto. Além das maçãs do rosto se tingirem de vermelho, podem ainda formar-se placas e surgirem pequenos vasos sanguíneos à superfície da pele no nariz e nas bochechas e, por vezes, também pequenas borbulhas. Enquanto nós, inicialmente, as consideramos inócuas e, logo de seguida, alarmantes, os médicos e farmacêuticos agrupam estas manifestações sob o termo médico de “rosácea”. Para além do dano estético evidente, têm em comum provocar sensações de desconforto em que a pele parece irritada, repuxa e parece que queima de orelha a orelha.
2. Uma patologia evolutiva
O termo rosácea engloba 4 estadios clínicos.

Estadio 1 : Vermelhidão intermitente ou flush
Estadio 2 : Vermelhidão permanente ou eritrocuperose
O rosto apresenta-se permanentemente vermelho, sobretudo nas maçãs do rosto. Embora possa simplesmente traduzir uma grande sensibilidade aos UV, é, sobretudo, o sinal de uma deficiente circulação venosa do rosto que se manifesta, consoante os casos e as pessoas, pela dilatação dos pequenos capilares microscópicos que dão às maçãs do rosto uma cor rosada-avermelhada homogénea, ou pela dilatação dos grandes vasos, visíveis a olho nu, frequentemente de aspecto sinuoso e desagradável.
Estadio 3 : Pápulas ou pústulas
A componente inflamatória da rosácea passa para primeiro plano e surgem as borbulhas que fazem lembrar a acne dos adolescentes. Antigamente, falava-se mesmo de « acne rosada ». Mas o termo, impreciso, foi substituído pelo de « rosácea papulopustulosa » para traduzir a presença de borbulhas vermelhas (as pápulas) e de borbulhas de cabeça branca (as pústulas). Neste estadio, é necessário adaptar o tratamento a estes fenómenos inflamatórios.
Estadio 4 : Hipertrofia sebácea
Esta classificação oficial em quatro etapas clínicas relembra que pode tratar-se de uma doença evolutiva. Se a deixarmos instalar-se, será mais difícil travá-la, em seguida. Por outras palavras, é precisamente quando surgem as formas mais benignas, com vermelhidão simples, do tipo flush ou eritrocuperose inicial, que se deve actuar. Como? Graças ao uso de cuidados dermocosméticos adaptados e evitar os elementos capazes de estimular a reactividade da pele, tal como a exposição solar sem protecção. Os estadios 3 e 4, para além destes cuidados básicos, necessitam da opinião de um médico e da prescrição de tratamentos.
3. A influência do estilo de vida
Vascular, infecciosa, imunitária... A origem precisa da rosácea é ainda discutida pelos especialistas. No entanto, sabe-se que certos factores podem agravar ou contribuir para as crises de rosácea e que certos hábitos podem minimizar a sua repercussão.

Os factores agravantes:
- Exposição prolongada ao sol ou sob as lâmpadas de bronzear. Os raios UVA provocam a dilatação dos vasos sanguíneos que, após algum tempo, pode tornar-se permanente. O calor também exerce um efeito nocivo : ao dilatar os vasos, acentua o efeito dos raios.
- Alterações bruscas de temperatura.
- Condições climatéricas extremas (frio, chuva, calor, etc).
- Consumo de bebidas quentes, pratos condimentados ou álcool.
- Emoções fortes, como a cólera, a vergonha, o stress
- Flutuações hormonais durante a gravidez ou na menopausa.
- Toma, por via oral ou local, de corticóides que provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e o adelgaçamento da pele o que, lentamente, agrava a rosácea.
Os bons hábitos:
- Recorrer a cuidados de higiene específicos. Ou seja, privilegiar a utilização de produtos suaves, se possível, « Antirougeurs » que podem aplicar-se com os dedos.
- Escolher cremes dermocosméticos adaptados que contêm activos específicos para as peles sujeitas a vermelhidão e cuja textura se adapta ao seu tipo de pele.
- Antes da aplicação dos cremes, será benéfica para a pele uma pulverização com Água termal, graças à sua acção suavizante e descongestionante.
- Proteger o rosto das agressões climáticas e do sol, aplicando um protector solar no verão.
- No caso de vermelhidão instalada, aplicar de manhã e à noite um cuidado concentrado para melhorar a microcirculação e descongestionar.
- Em caso de aquecimento, utilizar uma máscara suavizante e reparadora.
- Para os estadios mais avançados, impõe-se uma consulta médica.
4. Os pacientes-tipo
- Pessoas de pele clara, olhos claros, cabelos claros, geralmente de descendência irlandesa, escocesa ou da europa do norte (Noruega, Suécia, Finlândia). Em França, é na Bretanha que a rosácea é mais frequente.
- Pessoas cujos pais sofreram de rosácea. Certos factores hereditários aumentam o risco de se ser afectado.
- As mulheres. Em 60 a 70% dos casos, o paciente é uma mulher.
- Adultos jovens. A rosácea declara-se geralmente entre os 25-30 anos. Depois, existe um pico entre os 40 e os 50 anos.
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