Uma questão de sensibilidade
Por definição, a pele é um órgão sensível, em permanente contacto com o ambiente, o ar, o sol, a roupa…O que muda de indivíduo para indivíduo é a intensidade com que a pele exprime a sua sensibilidade. Distinguem-se vários cenários, existem as peles sensíveis, as peles reactivas ou intolerantes ou mesmo aquelas que são alérgicas. Tantos termos para tantos graus de « mal-estar » que a pele pode exprimir. E estas reacções mais ou menos intensas, com agressões mais ou menos inofensivas, traduzem o « limiar de reactividade » de cada pessoa. É o limite com o qual não vale a pena brincar, o ponto para lá do qual a pele se sente agredida e reage, provocando as manifestações habituais: vermelhidão, placas, incómodo e desconforto. Nesta escala de intensidade, o termo “hipersensível » refere-se a uma pele cujo limiar de reactividade é muito baixo. Por outras palavras, qualquer “nada” é suficiente - uma nova fórmula cosmética, vento, frio, raios UV, etc. – para que a pele se torne vermelha e surjam as placas. Mas é principalmente uma questão de sensação: muitos pacientes queixam-se que não têm vermelhidão, nem descamação, nem qualquer outro sinal visível! Efectivamente, a componente subjectiva é mais importante no que diz respeito à hipersensibilidade cutânea. Frequentemente, as pessoas descrevem sensações de incómodo e desconforto persistentes, de uma pele que está a sofrer, mas o seu aspecto não deixa adivinhar nada e, por vezes, existem sinais exteriores clássicos.
Tal como uma alergia?
A reacção alérgica responde a um mecanismo bem identificado. Tudo parte do contacto com um componente que a pele interpreta como uma agressão específica. A pele passe ao nível de alerta máximo e, imediatamente, ergue um exército: glóbulos brancos, linfócitos, todos os actores de defesa imunitária unem as suas acções contra esta agressão. O resultado não se faz esperar : placas vermelhas, borbulhas, inflamação local com prurido e mesmo uma sensação de queimadura forte. Tudo se desenrola de acordo com este esquema de crise aguda ou transitória em que, por vezes durante vários dias, a pele se apresenta vermelha e mesmo dolorosa e não suporta rigorosamente nada. Para além da consulta ao dermatologista que poderá inclusivamente recomendar a opinião de um alergologista, esta situação obriga a que acalme a pele, o que passa por uma reeducação epidérmica: utilizar apenas hidratantes adaptados, muito suaves, nenhum produto irritante, um número muito limitado de ingredientes. Muitas vezes, as reacções alérgicas são provocadas pelos perfumes e também pelos conservantes, segundo revela a Sociedade Francesa de Dermatologia.
No caso de uma pele intolerante, não são os alergénios nem o sistema imunitário os responsáveis. São as agressões climáticas, as fórmulas cosméticas inadaptadas, gestos de higiene excessivos que provocam a pele e a deixam desconfortável, muito irritada, vermelha e a descamar. Como são muito vulneráveis e os agressores são muito variados, as peles intolerantes precisam de uma especial atenção e eficácia. Senão, o risco é um desconforto quase diário.
Retrato-tipo da pele hipersensível
- O fenómeno é mais marcado nas mulheres com pele fina, clara e seca. Também foi constatado que as pessoas com um perfil ansioso ou stressado estão mais expostas. Nestas, à força de aplicarem produtos cosméticos inadaptados, o incómodo tem tendência para se tornar permanente.
- Um estudo sobre as diferenças étnicas nos Estados Unidos demonstrou algumas tendências gerais. Os euro-americanos têm uma forte reactividade ao vento e menos aos produtos cosméticos. Os asiáticos regem muito à comida picante, às mudanças bruscas de temperatura e ao vento. Em contrapartida, as peles afro-americanas, sem dúvida devido à sua espessura, foram menos reactivas, qualquer que tenha sido o factor desencadeador estudado.
- Para a Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV) é a pele das crianças e dos mais idosos que é, habitualmente, mais sensível. No primeiro caso, por ausência de maturidade das estruturas da pele e, no segundo, devido à atrofia resultante do envelhecimento.
Actuar no limiar da tolerância
Tudo se desenrola ao nível dos queratinócitos, as células da epiderme. É aqui que se inicia uma cascata de sinais celulares que originam, por fim, os sinais de intolerância cutânea. Ocorrem duas grandes situações:
- A barreira cutânea torna-se mais fraca e a pele tem tendência a descamar.
- Pode activar-se uma resposta inflamatória (vermelhidão, dor, calor). A pele fica irritada, pica e repuxa.
Conhecidos os mecanismos, nasceu uma nova geração de cuidados para as peles intolerantes que actuam, simultaneamente, na irritação e na alteração da barreira cutânea. Tornou-se possível graças à especificidade da Parcerine®, um ingrediente activo « testado e patenteado »* pelos Laboratórios Dermatológicos Avène, que actua na origem da perturbação. Resultado: a cascata de sinais celulares que fragilizam a pele e promovem as irritações, atenua-se. Por outras palavras, “tornar as peles hipersensíveis menos sensíveis » ao intervir, habilmente, na origem do mecanismo de intolerância, é possível e funciona! Os testes in vitro realizados em laboratórios traduziram uma diminuição da inflamação (– 58% de produção de IL 8). Um painel de utilizadores confirma que, 21 dias após ter adoptado uma rotina de cuidados Peles Intolerantes dos Laboratórios Dermatológicos Avène, a sua pele estava mais nutrida (98%), mais agradável ao toque (97%) e mais flexível (98%).
* Patente registada